Espaço Delas

O Breaking salvou San

O Breaking salvou San

Texto: Lenne Ferreira | Imagem: Divulgação As tranças longas e esverdeadas são elementos que marcam a performance da b-girl San quando ela desenvolve as acrobacias características do Breaking. Aos 25 anos, a moradora da Iputinga, Zona Oeste do Recife, almeja chegar muito longe com o compasso das batidas de um gênero que ela teve contato pela...

Ashley Gouveia: histórias afrocentradas

Ashley Gouveia: histórias afrocentradas

https://www.youtube.com/watch?v=_jbTXtpP-zQ&feature=youtu.be Contadora de histórias pernambucana acredita na representatividade como elemento de empoderamento racial para crianças Texto: Luana Farias "Estela conhece o Maracatu” é o nome da história de autoria de Ashley Gouveia, que estreia na seção "Espaço Delas, do portal Afrontosas....

Coletivo Mangue Lambe: Arte e Luta

Coletivo Mangue Lambe: Arte e Luta

Conectar, resistir e ocupar. As mais de cinquenta mulheres que, de alguma maneira, são o Coletivo Manguelambe, compreendem muito bem esses termos. A organização artística “surgiu como uma necessidade nossa de demarcar nosso espaço”, pontua a artista visual Geni de Araújo, 19, mulher preta LGBT, integrante do grupo.

Joy Thamires e a força da poesia

Joy Thamires e a força da poesia

Um dia, conversando com uma amiga a jovem Joy Thamires , mulher negra, lésbica, poeta militante recifense da Ilha de Joana Bezerra  escutou: “ ‘Joy, todo mundo é poeta, só basta ter caneta e papel na mão em um momento de inspiração’ . Depois disso nunca mais parei de escrever”. Que bom que Joy não parou de expressar sua sensibilidade através de sua potência poética.

Mirelly

Mirelly

Mirelly Priscila de Santos Sá,15, é uma adolescente comunicativa, que adora fazer amizades tanto quanto estudar. Está sempre por dentro do que acontece em sua comunidade, o Alto do Pascoal, bairro da zona norte do Recife. Ela topou ser a primeira menina a ocupar o ESPAÇO DELAS, seção do afrontosas. Chega com sua história, referências e saberes somando e amplificando sua voz junto com Paula Ferreira, Ativista da Educação do Fundo Mala, pedagoga e moradora da Bomba do Hemetério, comunidade vizinha ao Alto do Pascoal.
A história de vida de Mirelly é marcada pela convivência com a cultura popular desde cedo, trazida por sua família, e a menina a compreende como parte significativa de sua existência. Ela integra o brincante “Boi Malabá”, folguedo criado em 1987 por Renilson Siqueira de Barros, o mestre Caboco, avô de Mirelly. O “Boi Malabá” é um referencial importante na cultura popular pernambucana, tendo alcançado várias gerações e territórios do Recife e região metropolitana através de suas apresentações, o folguedo tem uma contribuição fundamental para a memória e engajamento a cerca dos saberes populares. Mirelly exerce o papel de puxante no Boi, função que desempenha com responsabilidade, alegria e muito afeto, visíveis nas imagens fotográficas das apresentações que guarda em seu álbum de família.
Mirelly é estudante da rede pública de ensino e está sempre atenta às questões de gênero presentes na educação, uma delas, a desigualdade de gênero no ambiente escolar é pontuada por ela: “Sofremos muitos preconceitos porque nós, meninas, muitas vezes não podemos jogar bola, tocar alfaia (instrumento musical percussivo), e até mesmo nos vestir do jeito que queremos”.
Como menina negra, Mirelly destaca que há momentos em que sente o quanto é difícil lidar com o racismo, inclusive na escola: “Chamam a gente de macaca, falam de nossa cor, de nossos cabelos, de nossas vestes”. Mas coloca em contraponto um elemento de força importante no enfrentamento ao racismo seja dentro ou fora da escola, um ensinamento que veio de sua mãe, Sandra Cristina Sá de Barros. Quer saber que elemento é esse? Então dá o play e saiba mais sobre o que pensa essa menina de ideias potentes.