Rolezinho

Mostras artísticas pautam justiça ambiental e valorização da memória no cotidiano, na Caixa Cultural do Recife

| 9 de janeiro de 2026

O primeiro Rolezinho de 2026 chega em peso e te apresenta a duas mostras em exibição neste mês de janeiro na Caixa Cultural Recife: o IV Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco (SIHG-PE) e a exposição “Saudades do Varal”.

Foto: Juliana Amara / Divulgação

IV Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco

Foto: Camila Deschamps

Com 120 obras em cartum, quadrinhos e caricatura selecionadas para exibição, a montagem reúne obras de artistas de mais de 20 países e é um dos principais eventos de humor gráfico no Brasil. Os trabalhos premiados nesta edição do concurso, que leva o tema “Planeta de Todos”, foram anunciados na cerimônia de abertura, que aconteceu em 9 de dezembro.

Os itens expostos cobrem pautas caras à temática central da edição, a exemplo das mudanças climáticas que assolam o globo progressivamente, sustentabilidade, desmatamento e poluição. Também filtraram as obras vencedoras critérios como criatividade e originalidade.

Entre os trabalhos da exposição, artistas brasileiros predominam, com 55, seguidos pela Espanha e Turquia, com 8 artigos cada, e Irã e Sérvia, com 5 obras cada um. A mostra reforça a importância das variadas expressões artísticas na defesa do meio ambiente de forma global. Foram mais de 970 inscrições, realizadas por 480 artistas de 44 diferentes países.

Saudades do Varal

Foto: Juliana Amara / Divulgação

Assinada pelo pernambucano Rômulo Jackson (@romulo.jackson ), a exposição reúne imagens e objetos cotidianos, que remontam lembranças e provocam reflexões sobre afetividade e memória. O artista e autor da montagem convida o visitante a adentrar nas lembranças de seu passado, bem como a sentir os detalhes e a observar os costumes das vidas brasileiras, em especial nordestinas, retratados nas mais de 20 peças.

Com curadoria de Dan Costa (@dandofrevo ), a mostra entende as minúcias do olhar sensível de Rômulo e desenha a conexão entre uma história contada em cores e uma poesia não pronunciada, mas sutilmente costurada nas obras. Objetos simples do dia a dia, condutores da arte exposta, remontam cultura e estética nostálgicas e revelam sentimentos de permanência, passagem e pertencimento. O corriqueiro não passa despercebido, é celebrado a cada detalhe, resgatando símbolos e experiências comuns ao hábito, mas valiosas à lembrança.

As duas exposições seguem em atividade até 1º de fevereiro nas galerias 1 e 2, respectivamente, na Caixa Cultural (@caixaculturalrecife ). O espaço está localizado na Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, e pode ser visitado de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.

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